Menu
Ariana Brunello

Ariana Brunello

10 dicas para curtir o melhor de Roland Garros

 rgQuadra Philippe Chatrier, no complexo de Roland Garros (Foto: Divulgação)

Foram dias intensos, de muito trabalho, mas também de muita diversão. Afinal, já diria aquele velho ditado: faça o que você ama e nunca precisará trabalhar na vida. Revi amigos antigos, fiz novos contatos e ganhei mais um pouco de experiência e aprendizado. Em resumo, a primeira cobertura do Tennis Report em Roland Garros foi inesquecível.

Não só por ser brasileira e estar na segunda casa do Guga. Mais que isso, quando passei pelo portão do complexo parisiense, completei o meu “Career Slam” depois de estar no Australian Open, em Wimbledon e no US Open, respectivamente. A experiência de viver de perto o dia dia dos “Big 4” (e aqui me refiro aos Slams) e de outros eventos menores da ATP Tour e da WTA, traz uma percepção e um olhar mais apurados pois só estando in loco para conhecer as peculiaridades de cada um.

E nada mais gostoso do que desbravar novos territórios, especialmente os do tênis, não é? Se for em Paris, então... melhor ainda! O charme do complexo de Roland Garros, a paixão dos franceses pelo esporte e a chuva que sempre insiste em cair na primavera parisiense já são, por si só, marcas registradas do segundo Grand Slam do ano. Mas, se está na capital francesa ou pretende ir para lá no próximo ano, confira 10 dicas imperdíveis que o Tennis Report preparou pra você!

Borg x McEnroe: das quadras para o cinema

 borg mcenroe originalBjorn Borg e John McEnroe na final de Wimbledon em 1980

Wimbledon 1980. Na grama da Quadra Central do All England Tennis Club, um duelo que entraria de vez para a história do esporte branco. De um lado da rede, Bjorn Borg, que disputava a quinta final consecutiva no Grand Slam inglês. Do outro, John McEnroe, que chegava pela primeira vez à decisão do torneio, aos 21 anos.

O tenista sueco, com a personalidade mais tranquila e controlada, era um verdadeiro “rock star” do tênis. Já o americano era famoso por seu temperamento forte, dentro e fora das quadras. Borg e McEnroe ficaram conhecidos como “gelo e fogo” respectivamente e protagonizaram uma das maiores rivalidades do esporte.

A "batalha" se estendeu de 1978 a 1981 e contabilizou 22 confrontos entre ambos. Mas quem pensa que são inimigos nos dias de hoje, está enganado: a amizade cresceu e se fortaleceu com as diferenças e por terem tantas paixões em comum. Uma história que transcendeu as quadras e agora invade a sétima arte com o filme “Borg Vs. McEnroe”.

Ídolos que inspiram

agassi djokovicA nova, inusitada e promissora parceria entre Andre Agassi e Novak Djokovic (Imagem: Divulgação)

Por Matheus Martins Fontes

O mundo do tênis irá ver, no saibro de Roland Garros, o início da parceria entre o sérvio Novak Djokovic com o agora técnico André Agassi. Vencedor de oito Grand Slams quando era profisional, o norte-americano se aposentou em 2006 e, nessa década de hiato, nunca passou seus conhecimentos a ninguém. Ainda assim, Nole faz questão de pregar que ainda não existe um acordo de longa duração entre as partes.

Bem, o que importa é que Djokovic e Agassi já são vistos todos os dias treinando no charmoso complexo de Roland Garros, cerca de um mês depois de o sérvio demitir toda sua equipe, entre eles seu treinador de longa data Marian Vajda. Afinal, o que o tenista sérvio procura na parceria com Agassi? No que Djoko já declarou à imprensa, inspiração. “Ele (Agassi) é alguém que me inspira e isso é o que eu senti que precisava. Uma nova inspiração, alguém que sabe o que estou passando”, disse Nole nesta sexta-feira, enfatizando que os dois buscam se conhecer em Roland Garros.

A resposta de Djokovic parece ser verdadeira. Não porque o sérvio costuma mentir aos jornalistas, não é isso, mas porque, tanto na questão tática e técnica, Agassi não poderia acrescentar muito ao jogo do atual número 2 do mundo. E aqui não estamos menosprezando o jogo do norte-americano. Quem acompanhou a carreira de Agassi, sabe que ele foi e sempre será um dos melhores devolvedores do circuito.

Novak Djokovic, o novo embaixador da Lacoste

  • Publicado em Moda

noleDjokovic, o novo embaixador da Lacoste (Foto: Divulgação)

Por Aline Brunello

É oficial. Novak Djokovic é o novo embaixador da marca de René Lacoste e Andre Gillier, uma das mais tradicionais da moda esportiva mundial. O anúncio foi feito em Monte Carlo, onde o tenista sérvio reside, numa data pra lá de especial: no dia do seu aniversário de 30 anos.

O CEO da Lacoste, Thierry Guibert, recepcionou e presenteou o tenista sérvio, no Monte Carlo Country Club, com um crocodilo de cristal Baccarat e ficou impressionado com a simplicidade de Djokovic: “ele é um dos maiores deste esporte”.

A estreia da parceria acontece na próxima semana, em Roland Garros - o segundo Grand Slam da temporada - na capital francesa. O contrato foi firmado, a princípio, por 5 anos e segue até 2022. Nole vestiu Adidas até 2009, Sergio Tacchini até 2012 e a japonesa Uniqlo - que permaneceu por cinco temporadas. Agora, vai desfilar pelas quadras vestindo Lacoste.

O novo Federer, por Ivan Ljubicic

federer ivan

Por Matheus Martins Fontes

Dezembro de 2015. O suíço Roger Federer opta por encerrar a parceria de dois anos com seu ídolo Stefan Edberg e decide integrar Ivan Ljubicic em sua equipe. Muitos fãs do suíço reclamam da atitude em trocar o certo pelo duvidoso questionando o que o croata poderia fazer de melhor no lugar do sueco, ex-líder do ranking.

Nos primeiros seis meses de parceria, a preocupação só aumenta, pois Federer não conquistou nenhum título – seu pior início em mais de uma década. Para piorar, é submetido à primeira cirurgia da carreira, no joelho em fevereiro de 2016, e precisa encerrar o ano antes da hora para “cicatrizar” a lesão. Com isso, perde Jogos Olímpicos do Rio, US Open e ATP Finals.

Muitos fãs já cogitam a possibilidade de Federer anunciar sua aposentadoria. Afinal, o que mais falta para o vencedor de 17 Grand Slams e recordista em semanas como número 1 nessa altura da carreira, aos 35 anos?

14 dicas imperdíveis do que fazer no Miami Open

Miami-Open-EntranceMiami Open, o torneio mais frequentado por brasileiros, no Crandon Park Tennis Center

Por Aline Brunello

Sol, praia, compras, vida noturna e, claro, muito tênis. Tudo isso atrai os amantes do esporte do mundo inteiro ao Miami Open, torneio que reune as categorias Masters 1000 da ATP e WTA Premier, na quente, vibrante e ensolarada Florida. 

Mesmo para quem já visitou o torneio uma, duas, três vezes e principalmente para os que nunca estiveram lá, informações e dicas preciosas são sempre bem-vindas. Algumas só a organização e os profissionais que trabalham no evento têm acesso, ficando distantes aos olhos dos visitantes.

O Tennis Report já esteve na cobertura oficial do Miami Open em três edições (2013, 2014 e 2016) e conta um pouquinho do que fazer de legal por lá. Esse ano o torneio divulgou alguns números e dados interessantes sobre a sua história e a gente também compartilha tudo aqui com você. Olha só!

Na quadra ou na neve: o estilo inconfundível de Federer

  • Publicado em Moda

roger neve 1Roger Federer sob as lentes de Craig McDean no editorial da GQ Magazine

Por Aline Brunello

O ano mal começou e o tenista mais admirado da história do esporte já levou pra casa dois troféus: o do Australian Open, primeiro Grand Slam da temporada, e o do BNP Paribas Open, em Indian Wells, primeiro Masters 1000 de 2017.

No intervalo entre os dois torneios, Roger Federer achou um tempinho em sua agenda atribulada e foi capa, mais uma vez, da GQ Magazine´s Style Bible, edição anual da consagrada revista de moda, que já virou leitura indispensável de grande parte do público masculino mundo afora.

Além do sucesso nas quadras, o suíço é figura carimbada no universo da moda masculina, sempre eleito pelo público e pelos especialistas como um dos homens mais bem vestidos e elegantes do mundo. Em 2016 não foi diferente. Sexto colocado no ranking da ATP, Federer venceu a disputa da GQ em dezembro passado, deixando para trás nomes como Kanye West, Ryan Gosling e Tom Hiddleston. Confira!

Força, Petra!

 petra billboardPainel de homenagens a Petra Kvitova no Indian Wells Tennis Garden

Por Aline Brunello

O primeiro Masters 1000 da temporada ganhou um cantinho pra lá de especial, nesta edição de 2017: um grande painel de homenagens à tcheca Petra Kvitova, após sua ausência no circuito profissional da WTA há três meses. Instalado em uma das alamedas do charmoso Indian Wells Tennis Garden, complexo que sedia o torneio na Califórnia, o banner está à disposição dos fãs e visitantes, que já começam a deixar mensagens carinhosas e recados especiais em apoio à tenista bicampeã de Wimbledon.

Petra foi esfaqueada em dezembro passado, quando tomava café da manhã em seu apartamento, após reagir a uma tentativa de assalto e sofreu lesões nos cinco dedos e em dois nervos da mão esquerda. invasor era procurado pelo polícia, fingiu ser um técnico da empresa de energia e disse que precisava conferir o leitor de eletricidade. O ladrão fugiu levando cerca de R$ 654.O susto foi grande e Kvitova deve ficar até seis meses afastada do circuito.

Se estiver em Indian Wells, aproveite para dar aquela forcinha a uma das mais talentosas tenistas da atualidade. Passe lá e deixe sua mensagem também! Veja abaixo alguns recadinhos que os fãs estão deixando para ela por lá. Get well soon, Petra! 

Na Li e Nike: das quadras para a moda

  • Publicado em Moda

20140730170804 52644Na Li em frente a um dos prédios que leva seu nome na sede da Nike em Shanghai

Por Aline Brunello e Ariana Brunello

“Eu sempre fui teimosa e desobediente, nunca segui as regras. Felizmente, essa natureza agora é apreciada”. A recente declaração de Na Li não parece condizente com aquela jogadora centrada e tranquila que chegou a dominar as quadras com seu jogo consistente, sua maturidade exemplar e seu talento natural para o esporte. Por outro lado, sua personalidade tão conhecida pelo público aliada à atitude questionadora e intuitiva revelada pela ex-número 2 do mundo, continua rendendo bons frutos fora das quadras.

Entre suas maiores conquistas profissionais estão 503 vitórias, três participações em Olimpíadas (2000, 2008 e 2012), nove títulos de simples e dois em Grand Slams (Roland Garros 2011 e Australian Open 2014) e chegou a disputar doze finais de torneios. Em quinze anos de carreira, Na Li acumulou mais de US$ 16 milhões em premiação e faturava, em média, 23,5 milhões de dólares por ano, chegando a figurar como a segunda atleta mais bem paga do mundo. A chinesa foi referência entre suas companheiras da WTA, uma das tenistas mais queridas do circuito na época e se tornou um orgulho para seu país, por ser a única jogadora da China a conquistar tais feitos no tênis.

O sucesso também se estendeu à vida pessoal. Na Li hoje é mãe de Alisa e Sapajou, frutos de seu bem sucedido casamento com Jiang Shan há 11 anos, que também foi seu treinador durante um período na carreira e continuou em sua equipe até a chinesa anunciar a aposentadoria em 2014, quando Li afirmou que se afastar do esporte foi a decisão certa para ela e sua família. Mas a lesão crônica no joelho direito que a retirou das quadras, não a afastou do tênis. Três anos após abandonar a faixa preta analgésica que completava seu look nas partidas, Na Li lança uma coleção cápsula exclusiva em parceria com a Nike, sua patrocinadora há mais de vinte anos.

Arte na bolinha

bolinha2Bolinhas customizadas por artistas são sucesso no Brasil Open

Lojas, comidinhas, bebidas, sessões de fotos e autógrafos, entretenimento e muita diversão. No boulevard do Brasil Open tem opções que agradam a todos os gostos. Mas uma atração, em especial, tem chamado a atenção do público que passeia pelas charmosas alamedas do Clube Pinheiros: a customização de bolinhas de tênis. Crianças, adolescentes, adultos, praticantes do esporte ou não. Todo mundo quer registrar sua marca pessoal e levar a amarelinha - que nem sempre continua assim depois do resultado final - pra casa.

A fila é grande. “Mais de mil e duzentas pessoas já garantiram sua bola customizada, uma média de 250 por dia e, até a final no domingo, muitas outras ainda devem passar por aqui. O cliente vem com uma idéia na cabeça e nossos artistas colocam essa idéia em prática nas bolinhas”, diz Renato Vegas, coordenador do stand. Entre pincéis, tintas, canetas e sprays estão os artistas responsáveis pelas obras de arte que atraem todos os olhares e já viraram objeto de desejo de todo fã de tênis.

Otavio Costa Braga e Felipe Carvalho foram escolhidos após uma seleção entre grafiteiros e desenhistas consagrados, para realizarem o trabalho durante o Brasil Open. Otavio trabalha há 23 anos como desenhista, começou com grafite e hoje tem um estúdio de tatuagem. “Nunca tive essa experiência com bolinhas de tênis antes, é trabalhoso porque elas são bem peludas e dificultam um pouco o processo, mas estamos conseguindo fazer o trabalho”.

Assinar este feed RSS