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Nadaaaaaaaal

 DSCN2070Dona Tânia, a maior nadalete do Brasil!

Já faz 6 meses que o Brasil Open recebeu grandes nomes do tênis internacional. O tempo passou, mas a fama da Dona Tânia, a simpática senhorinha que abalou o Ginásio do Ibirapuera, continua!

Ela gritou, chorou, sofreu, sorriu, suspirou, driblou o segurança e ficou cara a cara com o ídolo. Uma história que poderia ser a de milhares de adolescentes enlouquecidas que estiveram no torneio em São Paulo. Mas foi ela quem atraiu todos os olhares do país e chamou a atenção do "Rei do Saibro"!

Se tinha alguém tão famosa quanto Rafael Nadal no Ginásio do Ibirapuera, essa era a Dona Tânia com seu gogó de ouro: “Nadaaaaaaaaaaaal”!!!

Há poucos dias, a super descolada produtora de moda Julia Petit, que também é fã de tênis, publicou algumas fotos “calientes” do espanhol em seu famoso site Petiscos. E, claro, não se esqueceu da Dona Tânia e colocou o link do vídeo do Tennis Report na matéria! Olha só: http://juliapetit.com.br/home/oi-150/

Então, que tal relembrar os momentos de pura diversão ao lado da maior fã do Rafael Nadal? Confira a entrevista com a querida Dona Tânia!

Desde quando a senhora é fã do Rafael Nadal?

Dona Tânia – Sou fã desde que o vi pela primeira vez. Em agosto de 2006, eu passei por um momento muito difícil da minha vida. Minha mãe estava internada no hospital, nas últimas, mas ainda não tinha perdido a lucidez. Eu via os jogos do Nadal com ela, que era espanhola também e me perguntava: “Qué pasa?”. E eu respondia: “¡Mira, mira!”. Uma semana depois ela faleceu. Isso jamais vai sair da minha cabeça. Ele ainda tinha cabelo comprido, usava camiseta regata e bermudão. Já tinha muita irreverência, uma beleza natural. Mas, sou fã não pelas qualidades físicas dele e sim pela maturidade que ele já tinha mesmo com pouca idade. Ele sempre respeitou o adversário, nunca vimos o Nadal quebrar uma raquete ou tripudiar em cima do adversário. Ele é honesto quando as bolas vão fora ou dentro. Fico triste quando vejo as pessoas debochando da mania dele de puxar a cueca, isso não se deve fazer com um profissional como ele é. E isso ele tem de sobra: profissionalismo. Já reparou no tempo que ele fica dando autógrafo? Ele não é estrela como os outros. Ele é fino. E é extremamente guerreiro: vai atrás de qualquer bola até o fim, mesmo com muitas dores no joelho.

rafa regataRafa ainda com cabelo comprido, regata e bermudão em 2006

Qual a sensação de ver um jogo do Rafael Nadal, ao vivo, pela primeira vez?

Dona Tânia – Eu sou muito tímida e reservada. Mas, no primeiro dia que eu o vi e fiquei famosa por causa disso (rs), não me contive! Eu gritava, chorava, eu dava risada. O pessoal da imprensa viu, começou a me filmar e eu não sabia. Foi tudo muito natural. A minha admiração por ele é espontânea e sincera.

O que a senhora espera do futuro? Acha que ele vai se recuperar do joelho e ainda terá muitos anos pela frente?

Dona Tânia – Infelizmente acho que ele não terá muito tempo de carreira. Ele se esforçou tanto que o joelho não vai mais suportar. Porque é uma situação em que ele não tem mais o controle de sempre, é um problema físico. Por outro lado, penso que o lado emocional dele ficou abalado desde a separação dos pais, pois sempre foram uma família muito unida. Ele deve ser um menino muito sensível, doce, tímido.

Das atitudes dele em quadra,  o que a senhora mais gosta? Qual a marca registrada do tenista Rafael Nadal?

Dona Tânia – Ahhh, eu adoro quando ele dá aquele “pinote” e sai correndo pro fundo da quadra antes de começar o jogo! Parece um touro, mesmo! E quando ele corre pra rede e mata o ponto. Ah, que coisa mais linda! Eu amo o Nadal, eu amo!

E das manias dele, qual a senhora mais gosta?

Dona Tânia – Ele é muito detalhista. Eu acho incrível! Acho que a cobrança que ele se faz deve ser muito grande e isso reflete nas atitudes em quadra. Ele não quer que uma garrafinha de água fique longe um milímetro da outra. Quando ele troca a camiseta, pode ver que ele a pendura direitinho no sofá. Ele também passa a mão no nariz, ajeita o cabelo atrás da orelha, pra direita e pra esquerda, bem bonitinho! Só não gostaria que ele puxasse tanto aquela cueca! Acho que ele usa uma muito pequena porque com aquele bumbum arrebitado a cueca deve entrar toda hora (rs)!

 nadal cuecaRafa e a cueca

Conta pra gente como a senhora conseguiu pegar um autógrafo dele.

Dona Tânia – Ah, eu fiz uma loucura aquele dia! Nos meus 68 anos, sou idosa né, acho que ele não deve ter uma fã tão alucinada com essa idade! Ele chama mais a atenção das menininhas. Fui até a grade, passei pelo vão e invadi a saída dos jogadores. Fiquei tão histérica que o segurança me disse: “A senhora não pode fazer isso! Não pode!”. Até agora não sei como eu passei por ele. Quando vi, eu estava de frente pra ele. Ele me viu e arregalou os olhos! Pra mim aquilo foi tudo! Ele não esperava que uma idosa fizesse essa loucura por ele.

Qual a sensação de ter se tornado uma pessoa famosa, em razão do amor pelo Rafael Nadal?

Dona Tânia – Ah, eu nem me sinto famosa!

Mas a senhora está sim, pelo menos aqui no Brasil Open!

Dona Tânia – É, mesmo? Nem eu sabia disso. Ah, eu estou é “sem-graça”.

Está tímida igual ao Nadal?

Dona Tânia – Eu tô tímida, sim. Como ele. Tô me vendo numa situação que jamais pensei que fosse passar. Mas tô muito feliz. Ficarei mais ainda se ele ganhar e morder o trofeu, como costuma fazer!

Seu marido veio ver os jogos com a senhora?

Dona Tânia – Sim, ele está aqui. Ele também torce pelo Nadal, mas já torceu pelo Federer. Eu não! Meu único ídolo sempre foi o espanhol. É só ele e acabou! Durante todos esses meses que ele não jogou, nós não assistimos mais a nenhum jogo de tênis pela TV. Perdeu a graça, sabe? Durante a final no Chile (ATP 250 de Viña del Mar), eu chorei muito. Eu via a carinha dele de triste e caía no choro. Eu fico com dó quando ele geme porque eu sinto que ele tá sofrendo por alguma coisa. Ele chega ao limite. Principalmente quando ele dá aquela “raquetada” e: “ahhhhh” (imita o grito)! Eu amo o Rafael Nadal. Eu amo...

Veja a reação da Dona Tânia ao ver o ídolo pela primeira vez:

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